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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Itinerário




Não quero viver como uma planta que engasga e não diz a sua flor...
Não quero olhar para trás, lá na frente, e descobrir quilômetros 
de terreno baldio que eu não soube cultivar....
Que a quantidade de energia desperdiçada com tantas tolices poderia ter sido útil para levar luz a algumas sombras, a começar pelas minhas.
Que eu saiba as minhas asas, ainda que com medo. 
Que, ainda que com medo, eu avance.
Que eu não me encabule jamais por sentir ternura. Que eu me enamore com a pureza das almas que vivem cada encontro com os tons mais contentes da sua caixa de lápis de cor. Que o Deus que brinca em mim convide para brincar o Deus que mora nas pessoas. Que eu tenha delicadeza para acolher aqueles que entrarem na roda e sabedoria para abençoar aqueles que dela se retirarem.

(Ana Jácomo)





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